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Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora) : esta espécie já está se tornando um clássico aqui no Brasil e no exterior também, possui um belíssimo tronco marmorizado, frutos e folhas pequenos, aceita muito bem técnicas como defolha e podas drásticas, devendo-se observar apenas as épocas corretas, mas é pouco tolerante a falta d'água, portanto muita atenção a rega desta espécie. A propagação pode ser feita por meio de sementes, não aceita alporques, existe uma técnica de propagação por meio de uma estaquia diferenciada que será explicada em um tópico exclusivo porteriormente. A dificuldade do bonsaísta está em conseguir que um bonsai de jabuticabeira frutifique abundantemente no vaso. Sua frutificação ocorre no final do ano. |
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Pitangueira (Eugenia uniflora): mais uma espécie nativa do Brasil que faz muito sucesso no Brasil e no mundo, seus frutos são belíssimos e muito saborosos, tem crescimento vigoroso, e apresenta folhas pequenas, quando adulta frutifica durante quase o ano todo, também não suporta escasses de água, precisa de podas constantes pois seus galhos superiores tendem a crescer muito o que faz com que se torne desproporcional com o tempo. Propagação por meio de sementes apresenta grande porcentagem de germinação. |
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Pithecolobium tortum: esta é a espécie favorita de muitos bonsaístas, embora nativa do Brasil, não é comumente encontrada em viveiros comerciais. Trata-se de uma leguminosa, propaga-se muito bem por estacas, alporques e sementes, gosta de uma rega abundante mas o substrato não deve encharcar, o que pode causar o apodrecimento das raízes, deve-se fazer a modelagem desta espécie preferencialmente através de podas sucessivas pois sua casca delicata não suporta muito bem aramagem, a adubação deve ser feita a cada 30 dias ou até em intervalos menores, no exterior foi batizada com o nome de "Brazilian Rain Tree" e é considerada por muitos bonsaístas de renome internacional como uma verdadeira jóia. |
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Acerola (Malpighia glabra): Planta nativa das Américas Central e do Sul, na verdade trata-se de um arbusto, apresenta frutos pequenos, seus frutos riquíssimos em vitaminas fez essa espécie se popularizar por todo Brasil. Espécie muito apropriada ao cultivo de bonsai, apresenta brotação uniforme e possui tronco rugoso muito interessante, suas folhas são pequenas e consegue-se diminuição significante através de técnicas de cultivo, aceita bem defolhas sucessivas. O vigor de sua brotação faz com que sejam necessárias podas periódicas, é muito resistente a pragas e gosta de muita água sem que o solo seja encharcado. Esta espécie começa também a se popularizar principalmente na Ásia. |
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Primavera (Bougainvillea): Trata-se de uma trepadeira oriunda di Brasil, existem dezenas de cores diferentes, são usadas como cercas vivas, coberturas. Esta esopécie já é bem difundida entre bonsaistas do Brasil e do exterior, existem peças belíssimas em muitas coleções, sua floração abundante durante quase o ano todoé um grande atrativo, esta espécie não suporta jins e sharimik (madeira morta) pois sua madeira é muito mole e apodrece com facilidade com a umidade proviniente das regas. Adubação mensal e no verão pode-se adubar em intervalos menores. |
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Ficus benjamina: Esta árvore de origem asiática já se tornou um clássico entre os bonsaístas, muito rústica, por seu rápido crescimento e de regeneração muito boa, pode-se chegar a praticamente todos os estilos com esta espécie, suas raízes de crescimento rápido dão origem a nebaris excelentes, aceita defolhas, suas folhas podem ser diminuidas com certa facilidade e não tem grandes exigencias com relação ao solo e tanto adubação quimica como orgânica dão ótimos resultados. Mas como seu crescimento é vigoroso é preciso ter cuidado para que os arames usados nesta espécie não marquem galhos e tronco. |
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Ficus retusa: Árvore de origem asiática de crescimento vigoroso, possui folhas de um verde mais escuro que o benjamina, seu tronco é mais escuro também e mais rugoso, muito usado por bonsaístas, apresenta a vantagem de ser uma árvore mais estável e dificilmente chega a perder um galho como consequência de aramagem ou defolhas, muito rústica não é suscetível a pragas, devemos tomar cuidado apenas com as brocas que podem atacá-lo, devemos então observar a existência de pó de madeira parecido com serragem o que pode denunciar a existência de larvas de besourono seu interior. Ótima opção para o principiante que deseja por em prática as técnicas apreendidas. |
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Oliveira (Olea europaea L.): esta árvore é um ícone para o mundo todo, citada em muitos escritos antigos, inclusive na bíblia, seu cultivo pelo homem remonta ao período neolítico. Muito utilizada por bonsaístas, é uma árvore que possui uma longevidade muitíssimo longa, com relatos de oliveiras com mais de 2500 anos na região mediterrânea e adjacências, possui brotação uniforme e folhas que podem ser diminuídas, a maior dificuldade do bonsaísta é fazer com que produza flores e frutos no vaso, suas raízes são poderozas e profuntas, não é exigente quanto ao solo, que deve ser apenas bem drenado, a dubação pode ser feito com adubo orgânico (torta demamona e farinha de ossos), uma ótima opção incluvive para iniciantes, pois possui rusticidade semelhante aos ficus. Propaga-se fácilmente por estacas e alporquia. |
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Pinheiro negro (Pinus tumberghii): O pinheiro negro é considerado no mundo todo como o rei das árvores quando se fala em bonsai, no japão ele está relacionado com a filosofia zen budista e é a árvore símbolo dos samurais por sua resistência às intempéres da natureza como frio, calor, ventos, umidade e seca. Esta espécie não é para principiantes, dominar as técnicas de estilização e miniaturização desta árvore, todas as técnicas têm sua época correta para serem aplicadas, no inverno se faz as pinçagens de gemas, podas de galhos e aramações; no verão a pinçagem de agulhas e adubação que pode ser tanto orgânica como química, o solo não deve ser ácido e deve ser muito bem drenado, gosta de muita luz do Sol, pode secar se houver excesso ou falta d'água. ambém é preciso ficar atento a pragas como as cochonilhas. |
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Junipero chines (Juniperus chinensis): muito popular entre os bonsaístas, existem muitas espécies de juníperos, são árvores que possuem ramos sempre verdes, sua madeira é lisa e avermelhada, a beleza da madeira desta espécie de planta faz com que os estilos com madeira morta seja muito aplicado a elas, esta é a espécie dos artistas, pode-se moldar esta árvore em praticamente todos os estilos. Pode-se adubar com qualquer tipo de adubo que tenha bastante nitrogenio. Bastante suscetivel ao ataque de ácaros, para combate-los deve-se usar acaricidas a base de enxofre. |
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Ulmus (Ulmus parvifolia): Em termos de qualidade, tipo de brotação, tamanho das folhas, rusticidade, resposta a podas (tanto drásticas como de manutenção), facilidade de propagação por estacas e além de tudo isso é uma espécie que apresenta características de árvore decidua, ou seja no inverno tende a perder as folhas, o que lhe confere uma beleza rara; por tudo isso essa é uma planta completa no que diz respeito ao aprendizado. Existem várias sub espécies, que apresentam basicamente o tamanho e o formato das folhas como diferenciação engtre elas. Trata-se de um belíssimo exemplar. Gosta de solo rico mas nao encharcado, que também nao deve ser ácido, por isso se faz necessário o replante com troca de substrato a cada 1 ou 2 anos. Adubação ôrganica é o suficiente pois esta árvore não é exigente. |
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Azaleias (Rhododendrom sp): Sua origem é asiática (China e Japão), gosta de solo ácido e húmido, mas sem encharcar, pode-se usar pó de xaxim ou casca de pinus moída, possui muitas variedades e cores. Na verdade trata-se de um arbusto lenhoso. Não suporta o sol muito quente, devendo se limitar ao sol da manhã apenas, bonsaístas de todo o mundo utilizam esta espécie como matéria prima, aceita muito bem o estilo cascata e semi-cascata por sua dominancia apical. Depois da fluorescência é preciso retirar as flores murchas para evitar doenças. Adubação orgâmica uma vez por mês ajuda a manter o solo ácido, está espécie não é recomendada para iniciantes devido a suas exigências. Existem solos específico para azaleias provinientes do Japão, chamado kanuma, é um tipo de solo vulcanico que possui enxofre na sua composição. Mas não tente utilizar enxofre na preparação dos solos para azaleia pois em contato com a água pode surgir ácidos sulforosos e matar as raízes. |